sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Quando o tempo fica curto...


Tá rolando um bafafá (por debaixo dos panos) de que o mundo vai acabar. Eu sei, toooodo mundo já profetizou sobre isso e até agora nada. Que o mundo vai acabar um dia, todo mundo sabe. Mas sempre tem um espertinho que quer advinhar quando.

O negócio é que agora, não foi "Seu Ninguém" que profetizou nada. É o acionamento de uma máquina que porá em risco nossas vidas; o Large Hadron Collider, basicamente o maior acelerador de partículas já construindo até hoje, que pode criar um buraco negro que possivelmente irá destruir o planeta Terra. O principal objetivo da experiência será investigar a origem das partículas elementares que compõem o universo. O troço ia ser ligado hoje, mas foi adiado para o dia 10 de setembro. Isso seria quase como descobrir que você está com uma doença terminal e tem apenas um mês de vida...

Mas caaaaaaalma, minha gente. A probabilidade disso acontecer é muito pequena, pouco inferior a 0,01% (quase 1 para 10000). Mas não é impossível. Apesar de pequena, a possibilidade é real, sendo inclusive admitida pelos responsáveis pelo projeto.

É fato, do jeito que as coisas andam, o fim está cada vez mais próximo. Chegamos a nos perguntar como estará o mundo daqui há 50 anos. Todas essas revoltas da natureza; aquecimento global, efeito estufa e tudo mais são resultados da ação do homem. Não mais que previsível.

Mas e se houvesse uma confirmação exata, verídica e fiel do Fim dos tempos? Neguinho ia sair por aí fazendo tudo o que desse na telha, matando aquela vontade de comer bomba de chocolate, porque não faz mais sentido fazer dieta. Ia matar aquele cobrador chato que todo mês bate na sua porta querendo o que você não tem, e ia gastar tudo o que lhe restava naquela viagem tão sonhada que nunca teve tempo/dinheiro extra para fazer. Gente roubando beijo, se declarando pra amada, traindo a esposa, escalando montanha, saltando de pára-quedas, se jogando da ponte pra morrer diferente. Enfim, o pré-caos tornaria-se o caos em si, antes mesmo do próprio acontecer. Entenderam?

Que seja. Não vou ficar falando aqui das coisas que eu faria se realmente o mundo fosse acabar, todo mundo sabe que cada um ia tentar fazer tudo o que sempre teve vontade e, por um motivo qualquer não o fez até o momento. Eu, particularmente, procuro viver cada minuto da minha vida ao máximo, coisa que todos deveriam fazer, independentemente de aviso prévio de morte.

Se o mundo acabar mesmo, este pode ser um dos últimos posts do blog, então eu só posso dizer uma coisa: "BOA NOITE E BOA SORTE".


P.S.: Quem não entendeu esse final, clique aqui, leia a sinopse, leia isso para entender melhor o filme, e o veja. É muito bom mesmo. Digno de ser o último filme visto na sua vida. Ui! Peguei pesado.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Como burlar o bafômetro

Se tem uma coisa que está tirando todo mundo do sério (ou não) é essa lei seca. Eu não sou de beber, muito menos dirigir depois, então essa lei não me afetou muito. Acabarei virando a "amiga da vez" eterna, se isso perdurar. Hoje na faculdade chegamos a cogitar como ficaria a sagrada da sexta-feira depois da aula, agora com essa lei. "Volta de ônibus!" - eu disse. "O problema vai ser pegar o ônibus certo" - retrucou meu amigo cana brava.

Enfim, papo vai, papo vem, eis que recebo um e-mail de "instruções" de como burlar o bafômetro. E como não escrevo nada aqui há séculos, resolvi compartilhar com vocês.

A dica é do Bruno Alvez, químico da PUC de Campinas que garante que o método funciona - desde que você não tenha consumido uma quantidade absurda de álcool (claro!).
Antes de sair do bar, ou do lugar que você esteja bebendo pegue um copo descartável com Coca Cola e bastante gelo. Vá embora bebendo a Coca Cola e se parar em uma blitz tome uma boa "tagalada" do refrigerante e deixe algumas pedras de gelo na boca antes de assoprar o bafômetro.


Cientificamente isso acontece porque o gelo libera hidrogênio que anula a associação de álcool no ar do pulmão. Se é garantido não se sabe... Vocês que testem pra saber. Eu não me responsabilizo!

Com licença, aranhas...

Eu pequei. É gente, pequei feio. Deixei abandonada uma criança por um mês. A criança, é claro, é este humilde blog, qual acabara de nascer e eu acabei deixando de lado. Aconteceram tantas coisas nessas férias, o tempo foi passando até o momento em que eu passei uns dias sem internet e me desliguei dessa vida virtual. Peço miiiiiil perdões a todos que ainda vieram aqui cobrar minha ausência, aos que mandaram e-mails e tudo mais. Eu confesso que pensei em largar o blog mesmo, mas o gosto de escrever e as cobranças de alguns de vocês falou mais alto. Mas só me toquei disso hoje, porque voltei às aulas, e meu professor falou algo com a palavra "blog" no meio, então bateu aquele tique, virei pra minha amiga e disse:

"- Poxa, abandonei meu blog mesmo...
- Sério? Tava tão legal! Eu ri tanto com aquela história da comida lá po..."

Então eu resolvi postar, mesmo sem ter nada à mente para escrever, apenas deixar claro meu pedido de desculpas e tentar prometer que isso não se repetirá. Obrigada pela atenção e voltem sempre :)

sábado, 5 de julho de 2008

Bon'Appétit

Eu adoro cozinhar. Não só pelo simples prazer de fazer, mas pelo prazer de ouvir alguém elogiar o que você fez. Minha mãe detesta cozinhar, por isso, nos finais de semana, sobra pra essa aqui que vos escreve preparar o almoço, e às vezes, o jantar. Por isso eu acabei tendo que aprender alguma coisa pra não viver na base da pizza (é que aqui em casa quando está chegando a hora do almoço e não tem comida, minha mãe aparece e diz: "Vou pedir uma pizza"). Apesar dela detestar (segundo ela) esquentar a barriga no fogão, quando ela se mete a fazer alguma coisa, até que faz bem. O básico então (feijão, arroz, bife, purê, etc) quando ela faz eu faço questão de comer de lamber o prato.

Não que eu seja uma exímia cozinheira, mas o que eu posso fazer, eu faço. Eu gosto de ver receitas em revistas e na Ana Maria Braga, comprar os ingredientes e preparar tudo bonitinho. Preparar a mesa, os pratos, os complementos, e no final ouvir um "huuum... isso tá muito bom!" é gratificante pra mim. Porém eu só escuto elogios quando eu preparo algo para meus amigos, namorado ou minha mãe. Porque meu pai não fala nada. Pode estar um manjar dos deuses, mas ele demonstra alguma reação? Não.

Ontem resolvi fazer uma coisa especial pro meu pai. Minha mãe estava trabalhando, e conseqüentemente não iria jantar em casa. Pensei em alguma coisa, pesquisei na internet pra ver se a receita da minha mente tava certa, fui no supermercado, comprei as coisas, passei horas fazendo um apetitoso jantar, ponho na mesa, digo Bon'Appétit, meu pai dá a primeira garfada e... silêncio total. Ele está quase terminando o prato quando eu decido quebrar o gelo:

- Tá bom?!
- Tô terminando.
- Sim, mas eu tô perguntando se tá bom ou não...
- Tá.
- Táhhh... (ironizando) Diz alguma coisa decente pelo menos!
- Tá bom sim, senão eu não comia tudo.

Que raiva me deu. O que custa ele dar um elogiozinho gente? Viu todo meu trabalho pra preparar as coisas, Nossa Senhora, dá vontade de deixar ele comendo pão com ovo. Bom, pelo menos ele falou alguma coisa. Mas falou mal. Seria melhor se não tivesse falado. Não, não, pelo menos falou. Melhor um pássaro na mão do que dois voando. Mas o que isso tem a ver?

p.s. Uma dica para os homens: sempre elogiem um jantar feito por ela. Mesmo que esteja ruim. Além de não quebrar o clima do jantar, garanto que você terá uma bela recompensa depois.

domingo, 29 de junho de 2008

O tempo passa e as coisas mudam


O fim do colegial é sempre uma coisa muito marcante. Tudo vira nostalgia, cada minuto fica guardado na memória. A partir daí, os amigos vão desaparecendo aos poucos, cada um vai seguir sua vida, de alguns não se têm mais notícias.

Como em toda minha vida estudei em quatro colégios diferentes - dos quais o último permaneci da 6ª série até o último ano - tenho consideráveis "amigos" de infância. Raramente os encontro, e quando isso acontece, não nos reconhecemos. Afinal, como dizem, eu mudei muito da 5ª série pra cá.

Porém, hoje, na volta do supermercado, encontrei um desses velhos amigos, que há muito não via muito menos trocava palavras. Do contrário dos demais, esse era um amigão mesmo. Éramos como unha e carne, uma dupla dinâmica, e foi inevitável nos reconhecermos instantaneamente. Mas ao encontrar alguém que você não vê a muito (muito!) tempo fica aquele climinha meio constrangedor. A única coisa que une a gente é passado, mas o passado já passou. A conversinha começa em torno de umas perguntas como "e aí, tás fazendo o quê da vida?!", emenda com algumas recordações de alguma presepada infantil:

"- Lembra daquele dia que a gente fugiu da casa de D. Cicraninha porque fomos pegos roubando manga?
- Fooooi, e Fulaninho ainda levou um baque do muro e quebrou o braço!
- Nesse dia eu quase morri de tanto medo, cheguei a fazer xixi nas calças...
:roll:"

Depois volta a conversa atualizada; umas fofocas sobre o que amigos ou amigas em comum andam aprontando atualmente:


"- Rapaz, Fulana casou!
- E foi?!
- Foi, mas já se separou. HAHAHA
- E Cicrano virou pai dia desses..."

Aí o assunto vai morrendo, as sacolas começam a pesar, os compromissos voltam à mente, o relógio mostra o tempo que você está perdendo ali, e tudo termina com um:

"- Olha, vou lá, tenho que ir agora... Vamos marcar de sair qualquer dia desses!
- Ok, vamos mesmo!"

E você termina voltando pra casa com a mente cheia de lembranças, nostalgia à flor da pele, e fica pensando nos bons tempos. Aí, algumas horas depois, tudo volta ao normal, vocês não trocaram telefone, passa o tempo e vocês não marcaram de sair, e agora só Deus sabe quando vão se encontrar novamente.

E tudo o que lhe resta são lembranças. Lembranças e saudades de um tempo que não volta mais...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Voltei, Recife

Depois de ficar oficialmente de férias e passar um São João maravilhoso em Gravatá, cá estou de volta. Viajar é muito bom, e é ótimo planejar a viagem - ou pelo menos fazer a lista do que vou levar na mala (já que planejamento de viagem nunca foi meu forte, sempre viajei de última hora). Quando viajo levo de tudo, até as coisas que eu acho que não serão necessárias, mas eu posso precisar... e no final (quase) sempre acabo precisando. Sabe como é, né? Sem contar as coisas assaz significativas e importantes para mim, tal como meu travesseiro e um prendedor de cabelo. Não pode faltar nadinha.

Só que existe aquele lance de bônus e ônus (com "o", minha senhora), e juntamente com a empolgação de fazer as malas vem a preguiça, o desgosto, a falta de vontade (e tudo mais) de desfazê-las.
O meu ânimo de empacotar é inversamente proporcional ao de desempacotar. Minha mala ainda está lá, semi-intacta, e pelo visto vai permanecer assim por um bom tempo, até acabarem os estoques de roupas limpas. Não que eu seja desleixada, sou preguiçosa mesmo. E nem vem dizer que não tem diferença, porque tem.

p.s.: Eu sei que a freqüência de posts aqui está baixa, mas agora, como estou de férias, serei igual às Casas Bahia: "Dedicação total a você"
:mrgreen:

terça-feira, 17 de junho de 2008

O Livro Bizarro dos Recordes

Hoje eu estava voltando da faculdade quando achei um chiclete Big Big na minha bolsa. Eu sempre olho as figurinhas dos chicletes. E essas do Big Big agora vêm trazendo alguns recordes do Guiness. Na minha veio mostrando o filme mais caro de todos os tempos; King King, que custou US$ 207 milhões. Isso me fez matutar quantas coisas bizarras existem no chamado Livro dos Recordes.

Se você reparar bem, recordes são coisas bem idiotas. Alguns surpreendentes, como o homem mais peludo do mundo, o maior desfiladeiro do mundo, palíndromo mais comprido do mundo (lembra do: “socorram-me, subi no ônibus em marrocos”? Então.), frutas e legumes gigantes, etc. Mas a maioria são idiotas, como o maior peito siliconado do mundo, o ser mais cheio de piercings (esse que ilustra o post - isso é um homem ou uma mulher?!), o cara que come macarrão e depois o cospe pelo nariz (eca!) , e outros, como esse que eu já postei aqui.

Enfim, a meu ver, pra entrar no Livro do Recordes, a primeira lei é não ter o que fazer. É preciso muito tempo de preparo para chegar lá. Alguns chegam a fazer disso um estilo de vida. Só pára quando conseguir ver seu nome lá. E outros nem assim; tentam quebrar seus próprios recordes. Isso pra mim já é loucura demais. Um vídeo que retrata bem esse caso é esse aqui (aproveite e veja os outros dessa peça, é muito engraçada, apesar deles serem do Zorra Total). A segunda lei seria não ter controle de suas faculdades mentais, ou seja; doido, lelé da cuca, zureta. O cara que salta os olhos mais do que os outros não pode ser normal. Nem o que fura as bochechas de lado a lado. Muito menos o que puxa um carro de 1,5 tonelada usando cordas enganchadas nas pálpebras inferiores de seus olhos.

O que não falta é bizarrice nesse mundo. E além do mais com o estímulo que o Guiness dá ("Entre pro Guiness; faça uma coisa bizarra!") , o que nos resta é tirar proveito disso criando posts como esse. :mrgreen: